Além do romance, o episódio também entrega alguns dos momentos mais sensíveis da série até agora, equilibrando leveza, afeto e emoção de forma muito natural.
A dinâmica entre Wayu, Singto e Krit
A relação entre Wayu, Singto e Krit acabou sendo uma das coisas que mais me conquistaram nesse episódio.
O que mais me chamou atenção foi a forma natural como Love of Silom conseguiu transmitir essa sensação de família entre os três sem precisar exagerar em nada. O Wayu acaba assumindo esse papel de cuidado com o Singto porque ninguém mais protege aquela criança de verdade, então toda a relação deles nasce muito do amor, da responsabilidade e do carinho.
E foi muito bonito ver a forma como o Krit acolheu o pedido do Wayu naquele momento tão delicado. O Wayu estava vulnerável, sem saber muito o que fazer depois da briga com a mãe, e o Krit simplesmente abriu espaço pra eles ficarem ali. Isso acabou dizendo muita coisa emocionalmente sobre o personagem.
A série não tenta transformar isso em algo artificial pra emocionar o público. Tudo acontece de forma muito humana. O Krit ajudando, preparando café da manhã, interagindo com o Singto e observando o Wayu, enquanto o próprio Wayu também começa a enxergar conforto naquela presença. E eu acho que o mais bonito é justamente isso. Não parece só o Wayu e o Singto sendo acolhidos. Dá pra sentir que o Krit também encontra ali um momento mais leve e verdadeiro do que tudo aquilo que ele costuma viver fora dali.

Uma representação muito importante dentro do BL
Foi muito especial ver Love of Silom trabalhando esse tipo de dinâmica justamente num momento em que cada vez mais a comunidade LGBTQIA+ busca se enxergar em diferentes tipos de histórias.
Claro que já tivemos alguns BLs que abordaram temas familiares além do romance principal. Mas, quando a gente compara, ainda é raro ver séries LGBTQIA+ mostrando personagens vivendo essa sensação de construir uma família juntos, principalmente dentro dessa dinâmica que lembra dois pais cuidando de uma criança.
Então eu gostei muito da forma como Love of Silom trouxe isso de maneira tão natural, sensível e cotidiana. Não como algo extraordinário, mas como algo que simplesmente existe e faz parte da vida de muitas pessoas.
Ainda mais perto do mês e das discussões sobre orgulho LGBTQIA+, acaba sendo muito significativo ver uma série trazendo esse tipo de representação de forma tão respeitosa. Porque famílias LGBTQIA+ existem na vida real. Existem pessoas criando filhos, cuidando de sobrinhos, formando laços e vivendo relações familiares fora do modelo tradicional há muito tempo.
Então, quando uma série consegue mostrar isso com carinho e verdade, ela acaba tocando emocionalmente muita gente da comunidade também.

Atuações que deixam tudo ainda mais especial
Outra coisa que me ganhou muito nesse episódio foi justamente a sintonia entre Up, Poom e Leica Nonnarat em cena.
O Poom continua mostrando uma dualidade muito bonita no Wayu. Ao mesmo tempo em que ele é extremamente carismático, divertido e cheio de energia, a série também mostra esse lado mais vulnerável dele, principalmente em tudo o que envolve o Singto e a situação da família.
E eu acho muito bonito como o Poom consegue transmitir todas essas emoções no olhar, nos trejeitos e na forma como o Wayu observa o Krit interagindo com o Singto. Dá pra sentir a felicidade dele vendo aquela conexão acontecendo. Ele consegue deixar o Wayu muito humano e muito fácil da gente se apegar.

O Up também está muito bem como Krit justamente por conseguir transmitir tanto falando pouco. O Krit é um personagem mais reservado, alguém que sente muito, mas demonstra isso através dos pequenos gestos, dos olhares e da expressão corporal. E eu gosto muito da forma como o Up consegue mostrar essa leveza diferente surgindo nele quando está perto do Wayu e do Singto.
Já o Leica Nonnarat também merece destaque. Mesmo sendo tão novinho, ele consegue acompanhar muito bem os dois em cena. Ele é expressivo, presente e deixa tudo ainda mais natural. E, sinceramente, as cenas do Singto nesse episódio aqueceram muito meu coração. Ver ele brincando no sofá, balançando os pezinhos, interagindo com os dois e finalmente vivendo momentos mais leves depois de tudo o que passou foi muito fofo e emocionante de acompanhar.

Um episódio cheio de momentos marcantes
O episódio 4 também teve muitos outros momentos importantes que ajudam a deixar a série ainda mais interessante.
Finalmente tivemos o primeiro beijo entre Wayu e Krit, cenas muito divertidas entre Wayu e Tai, vários momentos de investigação, ação, conflitos e até a chegada do ex-namorado do Krit, que claramente ainda vai mexer bastante com a história nos próximos episódios. Então foi um episódio que movimentou muita coisa ao mesmo tempo e já deixou um gancho muito interessante pro episódio 5.

Mas, nessa resenha em específico, eu realmente quis dar mais atenção pra esses momentos mais familiares entre Wayu, Krit e Singto. Porque, sinceramente? Acho que isso merece reconhecimento.
Quando uma série BL decide trabalhar esse tipo de representação de forma tão sensível e respeitosa, eu acho importante que a gente também valorize isso. E, pra mim, acabou sendo uma das partes mais bonitas e emocionantes do episódio 4 até agora.
hegou aqui pelo Google? Conheça mais sobre a BoysLove Hub clicando aqui.
